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"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Tara perdida / Not reusable


E então procurei o meu coração,
apenas uma cápsula
tinha sobrado,
oca.

Depois de ti, ficou vazio,
ali,
caído,
mais um sem nome.

E tentei trocá-lo,
mas não me deram nada por ele.
É tara perdida,
foi o que me disseram.




And so I looked for my heart,
and only a cap  
was left,
hollow.

After you, it was empty,
 there,
 falled,
another jonh doe.

And I wanted to trade it,
but they gave nothing for it.
It’s not reusable,
that’s what they said.

37 comentários:

  1. Os meus aplausos.
    Porque o teu poema é brilhante.
    E eu sei que fazer poasia assim, aparentemente simples, é muito difícil.
    Isa, querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijinhos.

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    1. Obrigada, Nilson, porque não tenho mais palavras para agradecer a generosidade das tuas palavras!
      Beijos

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  2. Coração frágil não é tara perdida... pode reciclar-se e renascer de novo. Acredita!

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    1. Coração frágil é uma peça para manusear com cuidado! :)

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  3. Tara perdida e coração partido.
    Isa, como sempre, há uma sensibilidade nas suas publicações que deixa o leitor sem fôlego!

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    1. Obrigada, Dulce! Palavras assim são um incentivo para continuar a escrever!

      Beijos

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  4. tara

    mas louca, reciclável a cada sede que nos dá


    um beijo

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    1. E a sede que acaba sempre por voltar... e não a podemos ignorar...!

      Beijo

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  5. Alguém o reciclará!

    Parabéns por tão belo poema!

    Beijos.

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  6. Disseram-te isso...mas mentiram-te.
    E não o troques: podes voltar sempre a enchê-lo!

    beijinhos

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    1. Creio que tens razão, esta sensação de "fim" é a que primeiro nos assalta, mas o tempo é curativo! :)

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  7. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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  8. Apenas um coração mais frágil, mas nunca perdido.
    Lindo. beijinhos

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  9. Minha cara, o coração é esse músculo a rasgar-se ao meio quanto lhe falta algo. E as vezes, quase sempre, o que falta é fôlego. rs

    bacio

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    1. É uma boa forma de olhar para esse complexo músculo...!

      beijo

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  10. Nunca será «tara perdida», terá sempre a capacidade de recomeçar...
    Belo poema.

    bjs

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  11. Só os corações empedernidos são tara a perdida e, obviamente, não é o seu caso.

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    1. Mas por vezes há a tentação de o deixar empedernir... Mas lá voltamos a deixá-lo suavizar ;)

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  12. Dá sempre para reutilizar...
    Bjs

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    1. :) Sim, quando encontramos a pessoa certa...

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  13. Minha querida

    Por vezes sentimo-nos assim como folha solta ao vento.
    Sempre profundo.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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    1. Sim, mas esperando que o vento nos leve a boas paragens, talvez ;)

      Beijinho

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  14. Bom dia Isa, vim conhecer o seu blog, e me deparo aqui, com um verso tão lindo!!!

    Há momentos em que o nosso coração é moldado para certa pessoa, e tudo parece em fim definido, mas o coração é terra de ninguém, ele molda-se novamente...

    Amei teu blog, sigo-o com prazer,

    Mil abraços...

    Ah, te adicionei ao meu face também, espero que não te importes.

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    Respostas
    1. Ainda bem que gostaste! A porta para estes instântaneos está sempre aberta, volta sempre que quiseres!

      Beijos

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  15. Oco e rico, repleto de lembranças invisíveis aos que não o percebem belo. Bjs.

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    Respostas
    1. Quando, por vezes, nem nós o percebemos assim belo...

      Beijo

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  16. depois da paixão inebriante, o vazio

    beijinho

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  17. adorei este poema, pela sua simplicidade nas palavras.

    um coração vazio, nunca vale a pena...(não vale nada)

    Beijos!

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Um espaço para recortes que completem o álbum de instantâneos... Obrigada pela visita!
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