Quem lê / Who's reading

"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto

quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Nasce Selvagem



Não sei certamente cantar
Sequer tocar instrumento algum
Mas haja papel e caneta
Sempre hei-de escrever
Pois como me dizem
Os ecos da juventude
“Nasci selvagem
E se sou alguém
É de mim”.
E por isso me dou em letras
Para depois me refazer;
E dançando ao som das palavras
Nunca me esquecer
Que o medo não cabe em mim
Quando o caminho que se estende
É para quem sou
Para a liberdade interior.
Essa é a direcção
Sempre a seguirei.


Para a Paula, que me recordou “Resistência”

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Poema Renascido

Tinha um poema escrito. Num dos velhos blocos de apontamentos. De há quanto tempo é este? Não o tinha mostrado a ninguém. Não me parecia. Não era. Não…
A folha já estava caída, amarrotada, estava a deixar de ser poema.
Notei uma folha em branco. Sobrou-me. Ou talvez a tenha deixado em branco de propósito. Ou inconscientemente.
Reli. E então vi as palavras que faltavam. Escrevi o poema – que sempre lá tinha estado – na página em branco que sobrara.


Se o meu poema pode reencontrar-se, porque não o farei eu?




Este conto foi publicado originalmente no Blog Pense fora da caixa, onde publico regularmente. Sigam por aqui, para descobrir esse espaço!

Post Scriptum: Este blog estará de férias por uns dias. Os vossos comentários serão aprovados assim que possível! :)


terça-feira, 15 de Abril de 2014

Um presente recebido, presentes oferecidos



O Instantâneos a preto e branco recebeu um prémio! Poucos dias depois do meu aniversário é bom continuar a receber presentes, especialmente um que é para este meu cantinho especial!
Venho aqui partilhá-lo convosco e agradecer ao Crazy 40 Blog (http://crazy40blog.wordpress.com), da amiga Dulce Morais e ao Palavras ao Vento (http://e-p-gheramer.com.br/blog.html/), do amigo E.P. Gheramer, a indicação do Instantâneos a preto e branco para The cracking chrispmouse bloggywog award – (http://crazy40blog.wordpress.com/premios-e-presentes-de-amigos/).

As Regras para participação são as seguintes:
1) Mostrar o prémio;
2) Anunciar o premio com um post no seu blog e agradecer ao blog que o indicou (com link);
3) Nomear 15 (quinze) blogs para este Prémio;
4) Fazer um Comentário no blog que indica para este Prémio e que ele deve seguir as instruções citadas.

Segue abaixo a relação dos Blogs escolhidos pelo Instantâneos a preto e branco:
  

  1. Ana Tapadas em Rara Avis - http://raraavisinterris.blogspot.pt/
  2. AC em Interioridades - http://ac-wwwinterioridade.blogspot.pt/
  3. Carlos Saramago em Carlos Saramagohttp://carlos-saramago.blogspot.com/
  4. Cláudio Castoriadis em Cláudio Castoriadis - http://claudiocastoriadis.blogspot.pt/
  5. Danka Maia em Danka Machine Blog - http://dankamachine.blogspot.pt/
  6. Diego de Ávila em Leão de Gaza - http://leaodegaza.blogspot.pt/
  7. Lunna Guedes em Catarina voltou a escrever - http://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/
  8. Manuela Batista, em Histórias com mar ao fundo - http://historias-com-mar-ao-fundo.blogspot.pt/
  9. Maria João Mendes, em Teoria do Caos - http://teoriadocaosbutterfly.blogspot.pt/
  10. Neo OneEon em Neo OneEon - http://neooneeon.com.br/
  11. Nilson Barcelli em Poesia - http://nilsonbarcellipoesia.blogspot.pt/
  12. Piedade Araújo Sol em Olhares em tons de maresia - http://olharemtonsdemaresia.blogspot.pt/
  13. Rui Pascoal em Tinta com Pinta - http://tintacompinta.blogspot.pt/
  14. Salete em O tempo das maçãshttp://pparolee.blogspot.com
  15. Sandro Panografia em Sandro Panografia - http://panografia.blogspot.com.br/

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Caminhando

Foto: Zé Suassuna Oliveira





Se sentires que a Vida te procura, apressa-te a dizer “presente”!, e descobre onde ela quer levar-te.

Caso contrário, calça as botas de caminhada e vai em busca dela.





# Soltas. Talvez pedras. No charco #

terça-feira, 8 de Abril de 2014

sábado, 5 de Abril de 2014

Fado

Meu fado meu, Mariza

***

"Atenas produziu a escultura, Roma fez o direito, Paris inventou a revolução, a Alemanha achou o misticismo. - E Lisboa que criou? - O fado." (Eça de Queirós)

***


Fado,
Quem diria
Que teu fado era
Ser canção de um povo;
E que a melodia
Havia de ser triste;
Que andarias pelas ruas
De Alfama,
Que verias as casas na
Mouraria,
Olharias o Tejo ao fundo
Cantando as gaivotas
E os barcos que navegam.
E pois nasceste
Castiço e vadio
E teu fado havia também de ser
A má fama
Entre os senhores;
Mas amado pelo povo
Que entre um copo
E um cigarro
Lá nas velhas tabernas
Aclarava a garganta,
Para contigo
Dizer a desdita
Como só tu sabes,
Num xaile negro
Embrulhado.
Fado de um povo
Que já não fui
Sê meu só agora
Diz-me a dor
De eu não te saber cantar!


Isa Lisboa


Biografias do fado


quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Pigmaleão

Mão de Pigmaleão

Contempla a tela.

Chora a tinta.




Pigmaleão busca

Pigmaleão a esculpe

Pigmaleão a chora

.

Este post foi publicado originalmente no Tubo de Ensaio - Laboratório de Artes, aqui.
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