Quem lê / Who's reading

"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Poema Renascido

Tinha um poema escrito. Num dos velhos blocos de apontamentos. De há quanto tempo é este? Não o tinha mostrado a ninguém. Não me parecia. Não era. Não…
A folha já estava caída, amarrotada, estava a deixar de ser poema.
Notei uma folha em branco. Sobrou-me. Ou talvez a tenha deixado em branco de propósito. Ou inconscientemente.
Reli. E então vi as palavras que faltavam. Escrevi o poema – que sempre lá tinha estado – na página em branco que sobrara.


Se o meu poema pode reencontrar-se, porque não o farei eu?




Este conto foi publicado originalmente no Blog Pense fora da caixa, onde publico regularmente. Sigam por aqui, para descobrir esse espaço!

Post Scriptum: Este blog estará de férias por uns dias. Os vossos comentários serão aprovados assim que possível! :)


terça-feira, 15 de Abril de 2014

Um presente recebido, presentes oferecidos



O Instantâneos a preto e branco recebeu um prémio! Poucos dias depois do meu aniversário é bom continuar a receber presentes, especialmente um que é para este meu cantinho especial!
Venho aqui partilhá-lo convosco e agradecer ao Crazy 40 Blog (http://crazy40blog.wordpress.com), da amiga Dulce Morais e ao Palavras ao Vento (http://e-p-gheramer.com.br/blog.html/), do amigo E.P. Gheramer, a indicação do Instantâneos a preto e branco para The cracking chrispmouse bloggywog award – (http://crazy40blog.wordpress.com/premios-e-presentes-de-amigos/).

As Regras para participação são as seguintes:
1) Mostrar o prémio;
2) Anunciar o premio com um post no seu blog e agradecer ao blog que o indicou (com link);
3) Nomear 15 (quinze) blogs para este Prémio;
4) Fazer um Comentário no blog que indica para este Prémio e que ele deve seguir as instruções citadas.

Segue abaixo a relação dos Blogs escolhidos pelo Instantâneos a preto e branco:
  

  1. Ana Tapadas em Rara Avis - http://raraavisinterris.blogspot.pt/
  2. AC em Interioridades - http://ac-wwwinterioridade.blogspot.pt/
  3. Carlos Saramago em Carlos Saramagohttp://carlos-saramago.blogspot.com/
  4. Cláudio Castoriadis em Cláudio Castoriadis - http://claudiocastoriadis.blogspot.pt/
  5. Danka Maia em Danka Machine Blog - http://dankamachine.blogspot.pt/
  6. Diego de Ávila em Leão de Gaza - http://leaodegaza.blogspot.pt/
  7. Lunna Guedes em Catarina voltou a escrever - http://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/
  8. Manuela Batista, em Histórias com mar ao fundo - http://historias-com-mar-ao-fundo.blogspot.pt/
  9. Maria João Mendes, em Teoria do Caos - http://teoriadocaosbutterfly.blogspot.pt/
  10. Neo OneEon em Neo OneEon - http://neooneeon.com.br/
  11. Nilson Barcelli em Poesia - http://nilsonbarcellipoesia.blogspot.pt/
  12. Piedade Araújo Sol em Olhares em tons de maresia - http://olharemtonsdemaresia.blogspot.pt/
  13. Rui Pascoal em Tinta com Pinta - http://tintacompinta.blogspot.pt/
  14. Salete em O tempo das maçãshttp://pparolee.blogspot.com
  15. Sandro Panografia em Sandro Panografia - http://panografia.blogspot.com.br/

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Caminhando

Foto: Zé Suassuna Oliveira





Se sentires que a Vida te procura, apressa-te a dizer “presente”!, e descobre onde ela quer levar-te.

Caso contrário, calça as botas de caminhada e vai em busca dela.





# Soltas. Talvez pedras. No charco #

terça-feira, 8 de Abril de 2014

sábado, 5 de Abril de 2014

Fado

Meu fado meu, Mariza

***

"Atenas produziu a escultura, Roma fez o direito, Paris inventou a revolução, a Alemanha achou o misticismo. - E Lisboa que criou? - O fado." (Eça de Queirós)

***


Fado,
Quem diria
Que teu fado era
Ser canção de um povo;
E que a melodia
Havia de ser triste;
Que andarias pelas ruas
De Alfama,
Que verias as casas na
Mouraria,
Olharias o Tejo ao fundo
Cantando as gaivotas
E os barcos que navegam.
E pois nasceste
Castiço e vadio
E teu fado havia também de ser
A má fama
Entre os senhores;
Mas amado pelo povo
Que entre um copo
E um cigarro
Lá nas velhas tabernas
Aclarava a garganta,
Para contigo
Dizer a desdita
Como só tu sabes,
Num xaile negro
Embrulhado.
Fado de um povo
Que já não fui
Sê meu só agora
Diz-me a dor
De eu não te saber cantar!


Isa Lisboa


Biografias do fado


quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Pigmaleão

Mão de Pigmaleão

Contempla a tela.

Chora a tinta.




Pigmaleão busca

Pigmaleão a esculpe

Pigmaleão a chora

.

Este post foi publicado originalmente no Tubo de Ensaio - Laboratório de Artes, aqui.

sábado, 29 de Março de 2014

Embrulhados

Estão ali embrulhados
Dentro de uma caixa
Fechados sob uma fita
Num laço apertado
Atado por mãos
Que se acharam perfeitas
Um dia;
E noutro
Sucumbiram à realidade
Que lhes foi dada.
Estão ao menos guardados
Não foram por aí
Deixados
Mas fechei-os
Ao fundo de uma gaveta
Para não os ouvir
Eu que tanto gostava
De os escutar
Sentar-me com eles
A conversar
A delirar.
Fechei-os lá, amordaçados.
Não consigo mais,
Ouvi-los.
As mãos tremeram
Ao apertar o laço
Mas não podia mais olhá-los
Assim,
Desfeitos em pó.
Lembrar
De como um dia
Foram promessa…

Foto da web

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