Quem lê / Who's reading

"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto

sábado, 1 de agosto de 2015

Mulher-Borboleta

Queria suster-te no céu
Mas não podia
As minhas asas
Não me chegavam;
Asas de cores fortes
Mas de frágil tecido
Nasci borboleta
Ao invés de águia real.                                                       

E então me fiz mulher
Para poder caminhar contigo
No meu regaço
Posso enfim envolver-te;
Mantive as asas
Mas já não posso voar
O meu corpo está preso 
À terra
Mas só assim te poderia tocar

Já há muito fui crisálida,
Do casulo nasci borboleta
E por ti
Cresci mulher.

Mulher-borboleta.

Foto: Sokolova_Nadezhda

4 comentários:

  1. Poema doce e cheio de candura.
    Leve como as asas de uma borboleta.
    Beijinho.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Obrigada, Eduardo, por ter deixado com o seu comentário um pouco das cores das asas de uma borboleta! ;)
      Beijinhos

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  2. É bom mantermos as asas, Isa.

    Bjnhs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também acredito nisso! ;) Obrigada, beijinhos

      Eliminar

Um espaço para recortes que completem o álbum de instantâneos... Obrigada pela visita!
A space for clip to complete this snapshot album... Thank you for your visit!

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