Quem lê / Who's reading

"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto
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sábado, 24 de outubro de 2015

Lonely star


Lonely star, por Isa Lisboa

Lonely star
So far from your sisters
Yet how bright you are
You bring light
To this night of mine.
Did you come for me?
No, I have not forgotten
There will be another day
In just a few hours
Sooner than it seems now
The sun will rise again.
But for now it is dark
And I had to recognize it
One tries to flee
From the shadows
But they also are.
And so here I am
Letting the night embrace me
But not invade me
My body needed shadows
But my soul is light
I am like you, little one
Lonely star in the sky
Holding on
To the brightness within!

sábado, 28 de março de 2015

Casca de ovo

Foto da web, autor não identificado

Nascemos do ovo
Picámos a casca
Até sair
Ávidos do Mundo
Ávidos das possibilidades
Inexperientes
Tentámos voar
Caímos e voltámos a voar
Nova queda era certa
Mas ainda procurávamos
As tais possibilidades
O Mundo estava ali.

Como foi que acabámos
De novo
Dentro da casca?


Este poema foi originalmente publicado no:

sábado, 17 de janeiro de 2015

Suspensa

Foto: Suhtukaa, Tesouro sem chave, CarlosSaramago

Suspensa
Paira sobre mim
A memória do que fui;
Os sonhos
Que me consomem o futuro
Ao alcance de uma mão
Que não consigo esticar.

Parada, nesta pose tanto
Estudada
Não consigo mais ficar
Estico uma mão acima
Outra ao lado
Passado ou futuro
Algum me há-de
Puxar.


sábado, 15 de novembro de 2014

Mitológica

Autor não identificado


Sou um unicórnio
Olhos me vêm mitológica
Outros me procuram sem saber
Tantos me negam –
Pelas leis da física
E pelas leis dos homens.
Talvez seja a metafísica
Que me chama ao vento
E o vento que me faça voar
Quando a terra não me basta.
Pode ser que eu não exista
Mas se a minha haste brilha,
Que me importa
Se há quem meça
A distância
Entre o Céu e a Terra?

sábado, 10 de maio de 2014

Silêncio



Tango with lions – in a bar 

O dia está tão silencioso que posso ouvir os ponteiros do relógio a moverem-se, compassadamente. Mas tão, tão lentamente. Tão lentamente, que entre cada minuto, posso rever a minha vida toda na minha cabeça. Num minuto de trás para a frente, no minuto seguinte, da frente para trás. Significará isso que o tempo ora passa devagar, ou que a vida foi curta, no que importa contar?

Nos dias em que o significado das coisas me abraça, são essas as perguntas que me faço. E com a falta de respostas, o relógio anda mais devagar, e esse abraço aperta-me ainda mais, quase não me deixa respirar.

E não nascem respostas, só mais perguntas…




terça-feira, 8 de abril de 2014

sábado, 29 de março de 2014

Embrulhados

Estão ali embrulhados
Dentro de uma caixa
Fechados sob uma fita
Num laço apertado
Atado por mãos
Que se acharam perfeitas
Um dia;
E noutro
Sucumbiram à realidade
Que lhes foi dada.
Estão ao menos guardados
Não foram por aí
Deixados
Mas fechei-os
Ao fundo de uma gaveta
Para não os ouvir
Eu que tanto gostava
De os escutar
Sentar-me com eles
A conversar
A delirar.
Fechei-os lá, amordaçados.
Não consigo mais,
Ouvi-los.
As mãos tremeram
Ao apertar o laço
Mas não podia mais olhá-los
Assim,
Desfeitos em pó.
Lembrar
De como um dia
Foram promessa…

Foto da web

quarta-feira, 5 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Cinzel


Se soubesse de que é feita
Procuraria as ferramentas certas
Para te arrancar essa máscara.
Não por mim
Que te vejo transparente,
Mas por ti
Que evitas espelhos
E não sabes onde seres tu.
Talvez seja de mármore
Perfeita como as estátuas dos Deuses
Mas fria ao toque
E para sempre estanque.
Um cinzel.
Aquele que usas para apagar as imperfeições.
Para alterar o ângulo.
Se eu tivesse força suficiente
Talvez o cinzel a partisse. 

Arte: Wiesław Wałkuski


terça-feira, 26 de novembro de 2013

That small part of me

Tela: ADN, Sérgio Santos
Sérgio Santos Artwork: 

https://www.facebook.com/pages/S%C3%A9rgio-Santos-Artwork/513219785439619?fref=ts


I can be
Whom ever you want
Me to be
Accept
A new mask each day
From your hand
But there’s a part of me
You’ll never kill
It’s only hidden from your
Cruel eyes
You will never change
That small bit of me
The one which defines
Who I really am
That you’ll never be able to change
Even reach
It will never be yours

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mudanças

Ao acordar algo me parecia diferente no quarto. Não conseguia perceber o quê. Talvez fosse apenas sono, ainda.
Saí para a manhã e a luz não era a mesma dos dias antes. Em quê era diferente, não conseguia perceber. Era meio tom mais clara, ou mais escura, mas meio tom apenas. Fosse como fosse, parecia iluminar-me mais.
O dia foi correndo, e tudo era igual, mas diferente. Estava definitivamente diferente.
Foto: hand_hands_reflection_ by Suri
Mas continuava sem perceber o quê.

Observava tudo e todos, mas em nada e em ninguém conseguia identificar o que estava diferente do dia anterior.
Passei em frente a uma montra, e vi algo que parecia dar-me a resposta, mas era hora de seguir, o dia avançava, não podia ficar ali a procurar.
Cheguei a casa, já de noite, o céu estrelado estava diferente, não sabia bem em quê, a porta de casa parecia diferente, não sabia bem em quê. A chave entrou, a porta abriu, ainda estava em casa, apesar do dia diferente.

Parei então; ao passar em frente ao espelho, lá estava a resposta que havia apenas vislumbrado antes. Não a vi logo, mas quando parei e olhei, vi.
Era o meu espelho que estava diferente, o que ele me devolvia estava diferente.


Este conto foi escrito e publicado originalmente no Blog Pense fora da caixa, onde colaboro regularmente.
Convido-vos a ler as minhas outras publicações lá, bem como as dos restantes autores.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Buscas

Na minha busca, encontrei três haiku


Foto: SquareFile_Connor Lawless
Sigo o mapa
Seguro a bússola
Onde estarei?

          Fácil é, seguir
          Pelo caminho marcado;
          Destino Certo?

                     Busco o vazio
                     Para encher de tudo
                     Una, enfim, serei.




Isa Lisboa

sábado, 6 de julho de 2013

Menina asas de borboleta

Da série Correspondence, (c) Gaëlle Boissonnard - Presente da Fátima

Sempre tive asas. Desde que me lembro. Desde que nasci, parece-me. 

Não sabia para que serviam. Pequeninas, frágeis. Onde poderiam levar-me?

E quando falava nelas, ninguém me acreditava: ninguém as via a não ser eu! Seriam apenas fruto da minha imaginação? As crianças têm uma imaginação fértil, diziam-me os crescidos. 

Por isso às vezes duvidava...

Cresci, mas continuava a sentir as minhas asinhas presas às minhas costas, por vezes mexiam-se sem que eu pensasse nelas. Como se quisessem lembrar-me que haviam sido feitas para voar. E acho que era mesmo isso que queriam.

Mas continuavam invisíveis, e aos crescidos já não se desculpa a imaginação.

Comecei a não falar nelas...

Mas quando se nasce com asas, o vento nunca deixa de nos chamar. E vem o dia em que o vento é tão forte , que não podemos fingir que não o ouvimos.

E foi então que tive que as experimentar, comecei a bater as asinhas,  devagar ao início, depois percebi que elas eram fortes. Mais fortes que eu imaginava.

E, desde então, não mais deixei de voar.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fera / Feline

Catarina, tela de Carlos Saramago - http://carlos-saramago.blogspot.pt/

Olho-me
Estou ali mesmo
 - À minha frente -
Não entendo os meus olhos
Ou não me guiam bem;
Sou reflexo
Desse outro olhar
Que me procura
Que me fixa
 - No que não sei se sou –
Fera, selvagem, primitiva
Livre.
 - Chama-me –
Espelho? Pode ser mera Ilusão.
Não importa.
 - Vou –

*-*
I look at myself
I’m right there
 - In front of me –
I don’t understand my eyes
They don’t guide me well;
I’m reflection
Of those other eyes
Who look for me
Who tie me
 - To that I don’t know if I am –
Feline, wild, primitive
Free.
Call for me
Mirror? May be only an Illusion
Doesn’t matter.
 - I’m going -

sábado, 11 de maio de 2013

A sala dos espelhos / Mirror room

Brian Crain - Time Forgotten 

Avisaram-me sobre a sala dos espelhos, mas eu não quis ouvir. Há quem tenha saído de lá louco, disseram-me. Eram as histórias da Casa do Terror, faziam parte do apelo, pensei eu.
Ao entrar, vi espelhos a toda a volta, uns maiores que outros, dourados, prateados, de ferro forjado, de madeira apenas, quase sem tinta, alguns. Estavam ali, eu no meio.
Olhei e vi-me, não o comum reflexo, era eu e não era eu. Havia um eu em cada espelho.
Roupas diferentes, cabelo diferente, cabeça erguida de forma diferente, sorriso mais ou menos aberto.
Um eu em cada espelho. Cada uma me olhava, bem no fundo de mim, bem no fundo dela.
Quem são vocês, somos tu. Seríamos tu.
E então apontaram-me os dedos acusadores. Seríamos tu, quem poderias ter sido, somos quem não tiveste coragem de ser. Não, não pode ser, tinham razão, a sala dos espelhos trazia-nos a loucura. Cobarde, apontavam, cobarde, gritavam. Podias ter sido eu, se tivesses ido por ali, dizia uma, por além dizia outra, se tivesses ficado quieta, outra ainda…

Não, vocês não são eu! Gritei. Eu sou eu. Sou todas as escolhas, quem eu não fui já não existe, nunca existiu, EU escolhi que não existissem!

E então os espelhos calaram-se. Percebi que estava liberta. Podia ir, os meus eus estavam em paz comigo. Deixaram-me ir. Embora por vezes ainda me pareça que me sussurram aos ouvidos…: Podias ter sido eu…

*-*-*-*

They warned me about the hall of mirrors, but I didn’t listen. Some have gotten out of there crazy, they told me.  Those were the stories of the House of Terror, were part of the appeal, I thought.
Upon entering, I saw mirrors all around, some larger than others, gold, silver, wrought iron, wood only, almost out of ink, some. They were there, me in the middle.
I looked and saw myself, not the common reflection, it was me and it wasn’t me. I had one I on each mirror.
Different clothes, different hair, head up differently, smile more or less open.
An I in every mirror. Each one looked at me, deep inside of me, deep inside her.
Who are you, we are you. We would be you.
And then they pointed me with accusing fingers. We would be you, who you could've been, who you had no courage to be. No, it couldn’t be, they were right, the hall of mirrors brought us crazy. Coward, they pointed, coward, they shouted. You could have been me, if you had gone that way, said one, that other way said by another, if you had been quiet, yet another ...

No, you are not me! I yelled. I am me. I'm all choices, who I have not been doesn't exist, never existed, I chose that they do not exist!

And then the mirrors were silent. I realized I was free. I could go, my selves were at peace with me. They let me go. Although sometimes it still feels they whisper in my ears ...: You could have been me ...


Isa Lisboa, 10.02.2013

sábado, 6 de abril de 2013

(Des)Esperança / (Un)Hope

Azam Ali – I’m a strange in this world


O tempo para ser ela mesma era sempre tão pouco! Passava sempre tão depressa aquele pedaço que tinha.
Todo o resto do tempo era para os carnavais de que já não conseguia fugir.
Durante muito tempo tentou, remou contra a maré, teimosa, solitária.
Um dia sentiu uma dor vinda de dentro, não era no coração, era em todo o lado, é assim quando nos dói a alma! Uma dor tão forte que a derrubou, caiu de joelhos, caiu o corpo todo de seguida.
Sentiu as lágrimas a caírem, eram lágrimas de cristal, pareciam, afinal eram apenas de vidro, ao caírem no chão transformavam-se em pedaços finos de matéria.
Apanhou-os em concha nas mãos, viu o seu brilho, viu neles reflectida a inevitabilidade.
Com eles fez as suas máscaras, nunca podemos usar só uma, muitos são os carnavais.
Usa-as sem orgulho, mas com resignação. Um dia todos aceitam que não escolhem o seu destino.
Mas reserva sempre um momento para as tirar, é curto o tempo, mas é dela, ainda é ela, naquele pedaço de tempo.
À noite, quando vai dormir, deixa as máscaras longe do quarto, no bengaleiro da entrada, é outro momento em que é livre.
Já percebeu que quem adormeceu com elas… nunca mais conseguiu tirá-las.
São de vidro… tem uma ténue esperança, ainda, de que um dia se partam, pó de vidro novamente…

***

The time to be herself was always so little! It always went by so quickly that piece she had.
The rest of the time was for the carnivals that she could no longer escape.
For a long time she tried, paddled against the tide, stubborn, lonely.
One day she felt a pain coming from inside, it was not in the heart, it was everywhere, so it is when the soul hurts! A pain so strong it knocked her, she dropped to her knees, her whole body dropped then.
She felt the tears fall, they were crystal tears, it seemed, but after all they were only glass, when they fell to the ground, they turned into fine pieces of matter.
She caught them in cupped hands; saw how they shined and how they reflected the inevitability.
With it she made ​​her masks, we can never wear just one, there are so many carnivals.
She wears them without pride, but with resignation. One day everyone accepts they can not choose one’s fate.
But she always reserve a time to take them out, time is short, but it her’s, she is still hersel, at that piece of time.
At night when she goes to sleep, she lets the masks away from the bedroom, at the cloakroom at the entrance, is another moment when she is free.
She has realized that those who slept with them ... never managed to get them out.
They are made of glass... she has a faint hope, still, that one day they breack, powdered glass again ...

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nua / Naked


Baseado no meu ultimo post e em alguns dos comentários que me deixaram aqui…:

Nua

-----------------------------------------
Pele, músculo, osso.
Empurrada, nua, na rua.
.Alma.
-----------------------------------------


Based on my last post and on some of the comments left here:

Naked

--------------------------------------------------
Skin, muscle, bone.
Pushed, naked, on the street.
.Soul.
---------------------------------------------------

sábado, 16 de março de 2013

Skin / Pele

Brian Cain, Wind

You took all my skin off. In just a few seconds, all my veins were in sight, showing the blood, flowing in it’s own rhythm towards the destination. And coming out again. Showing each one’s pulse, the more anxious, jumping from time to time, the more calm, enjoying the sight.
With another movement, they came off too.
Only muscles, now. Trying to hold together. All little fibres getting closer as if they were trying to form a sweater.
At last, I saw myself as only bones, glued to each other, desperately, sadly, keeping formation.
It was winter. I started getting colder. Got worse when I realized I was no longer inside. I was in  the middle of the street. At rush hour.
Some didn’t even noticed me. From the ones who saw me, only a few looked at me. Those smiled. The others kept on going, faster, faster.
It was getting so much colder now. And I got mad. How could you? Put me so undressed, in the middle of the street, in winter? How could I left… How…
A click. Bones touching.
People started moving even faster now.
So did my senses. I felt warmer.
So I asked time and space to stop, so that I could see them. And all the runners.
I saw the bandages some had on the skin, holding it together.
I had to peek, see if they were made of bone, just like me. They were.
They must have been on that spot once, too. Naked on the street. But they had bruises from the cold. They seemed to have dressed the skin back in a hurry. If the zipper got stuck, they’ve used glue.
Some made it harder on me. They had too much makeup. Through a slight breach, I saw them moving like pretty dolls, with perfect hair, tied in perfect little pig tails, having an imaginary cup of tea.
They looked at me, too. They politely said I should get dressed.
No, not yet.
I want to know what it’s like to kiss if you have no lips, and to touch if you have no skin. And I want to look at you, now that we are both free.

Writen 18.Nov.2005

***

Arrancaste-me a pele. Em apenas alguns segundos, todas as minhas veias estavam à vista, mostrando o sangue a fluir ao seu ritmo rumo ao seu destino. E saindo de novo. Mostrando o pulsar de cada uma, as mais ansiosas, saltando de tempos a tempos, as mais calmas, apreciando a vista.
Noutro movimento, também elas foram arrancadas.
Apenas músculos, agora. Tentando manter-se juntos. Todas as pequenas fibras juntando-se, como se estivessem  a tentar formar uma camisola.
Finalmente, vi-me como apenas ossos, colados uns aos outros, desesperadamente, tristemente, mantendo a formação.
Era inverno. Comecei a ficar com mais frio. Piorou quando percebi que já não estava em casa. Estava no meio da rua. Na hora de ponta.
Algumas pessoas nem sequer repararam em mim. Dos que me viram, apenas alguns olharam para mim. Esses sorriram. Os outros continuaram, mais rápido, mais rápido.
Estava a ficar mais frio agora. E então fiquei furiosa. Como pudeste? Deixar-me assim tão nua, no meio da rua, no inverno? Como pude eu deixar…Como…
Click. Ossos a tocarem-se.
As pessoas começam a mover-se mais rápido agora.
Também os meus sentidos. Senti-me mais quente.
E então pedi ao tempo e ao espaço para pararem, para que eu os pudesse ver. E a todos os corredores.
Vi as ligaduras que alguns tinham na pele, segurando-a.
Tive que espreitar, ver se eram feitos de osso, assim como eu. Eram.
Devem ter estado naquele lugar, um dia, também. Nus na rua. Mas tinham feridas do frio. Parecia terem vestido a pele à pressa. Quando o fecho emperrou, usaram cola.
Alguns dificultaram-me a vida. Tinham demasiada maquilhagem. Por uma pequena brecha, vi-os a moverem-se qual pequenas bonecas, com cabelo perfeito, atado em totós perfeitos, tomando uma chávena de chá imaginária.
Também eles olhavam para mim. Educadamente, disseram-me que devia vestir-me.
Não, ainda não.
Quero saber como é beijar, quando não tens lábios, e tocar quando não tens pele. E olhar-te, agora que somos ambos livres.

Retirado do baú, 18.Nov.2005
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