Quem lê / Who's reading

"a escrita é a minha primeira morada de silêncio" |Al Berto

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Poema de mim



Nunca fui duas
Na realidade
Sempre fui várias
Só uma Isa
Algumas sem nome
Que fosse necessário

Todas Susete.


Susete Santos, via Isa Lisboa, o eu que escreve poesia

sábado, 28 de setembro de 2013

Devagar

Foto: Quero seu abraço, Autor desconhecido


Gosto que me dispas
Devagar; com o teu olhar,
que me desapertes a roupa,
peça a peça.
Até chegares
à minha alma
para nela te afogares
com a voracidade
que só assim te permito.


Das conversas com o Amor

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Palavras no vento

Da série Correspondence, (c) Gaëlle Boissonnard – Presente da Fátima

Guardava as palavras nas mãos, entre duas conchas. Sentia-as um tesouro, que só eu conhecia. Gostava de as juntar, formar palavras, juntar estas em seguida, imprimindo a alma em tinta azul, numa folha de um caderno.
Dentro da concha sentia-as inquietas, saltitavam rebeldes. Falavam-me do mundo para lá daquela folha.
Eu, que à minha maneira, era saltimbanco, não podia mais retê-las.
Com elas fiz um papagaio, voam ao vento, juntam-se de outras formas, outras palavras desenham, outras histórias cantam, ao sabor quer da brisa, quer do vento forte.
E continuam a ser o meu tesouro…

sábado, 21 de setembro de 2013

Humana

Foto: Un ange bleu [[^Fenix^]]

Todos os meus anjos perderam as asas. Caíram à terra e tornaram-se humanos. E quando viram que eu também era humana, partiram. Procurando outros humanos.


Soltas, talvez pedras. No charco.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

Insónia

Arte: Jessica Durant


Será insónia ou Loucura
Que me mantém
Acordada
Nas noites de Verão?
Será a Lua
Mesmo nas noites de Lua Nova?
Ou antes as estrelas
Pequeninas
Mas enormes dançando juntas?
Será Loucura
Dizer que todas me falam
De ti
Será que és tu
.Amor.
Que me deixas acordada
Nas noites sem frio?
Serás tu Insónia
.Amor. ?

Das conversas com o Amor


sábado, 7 de setembro de 2013

Relógio parado

Reloj, Salvador Dali

# Monólogos da Desalinhada #
Isa Lisboa

O relógio está parado.
E eu também.
Porque correm todos
Os que passam por mim?

Será que alguém matou o meu tempo?
Como posso não o ter notado?
Sempre me dizem que perco tempo
Com a vida
Com viver
Com sorrir apenas.

Mas não acredito neles.
O meu relógio parou por isso.
Para que eu possa fazer tudo
O que me faz feliz.
Que corram.
Não sabem para onde.
E dizem que fui eu
Quem perdeu o tempo.
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